A ABRANGÊNCIA
UNIVERSAL DA SALVAÇÃO
Texto
Áureo: Jo. 3.17 – Texto Bíblico Básico: Jo. 3.16-18; I Tm. 2.5,6. 3.1-12
INTRODUÇÃO
Na
aula de hoje estudaremos a respeito da universalidade da salvação, se
todos pecaram (Rm. 3.23), e carecem da glória de Deus. Por conseguinte, a
salvação é para todos, não há um grupo seleto, escolhido
especificamente para a salvação. Destacaremos, a princípio, a partir do
encontro de Nicodemos com Jesus, que a salvação alcança aqueles que
estão envolvidos na mera religiosidade. Mas conforme podemos depreender
do Evangelho segundo Lucas, todos os povos, judeus ou gentios, podem ser
alcançados pela salvação providenciada por Deus.
1. UM RELIGIOSO EM BUSCA DE SALVAÇÃO
Nicodemos, pelo que sabemos do Evangelho, era um
fariseu, um membro dessa religião, sendo membro do sinédrio (Jo. 7.50). A fim
de se preservar dos críticos, esse homem decidiu se aproximar de Jesus, mas o
fez a noite, para não ser identificado. Ao que tudo indica, era uma pessoa de
boa índole, extremamente religioso, e como a maioria dos fariseus, moralista.
Os fariseus era um grupo separatista dentro do judaísmo, que buscava agradar a
Deus através dos rituais religiosos (At. 26.5; Gl. 1.14; Fp 3.5). O problema
dessa religião, como todas as demais, é a tentativa de autojustificação perante
Deus. Mas conforme já destacamos em aulas anteriores, o salário do pecado é a
morte (Rm. 6.23), e ninguém pode se justificar através de méritos próprios (Ef.
2.8,9). Nicodemos ficou bastante perplexo com a declaração de Jesus, de que era
necessário nascer de novo, pois ele acreditava que sua religião era suficiente.
A religião acomoda o ser humana, tira-lhe a responsabilidade, isenta-o da
preocupação com o outro. A maioria das pessoas religiosas se fiam em seus
preceitos, e acham que agradarão a Deus simplesmente pelo que fazem, ou deixam
de fazer. Nicodemos reconheceu que os sinais que Jesus realizava eram
provenientes de Deus, mas Jesus não se deixou levar pelo elogio, antes o
advertiu quanto a necessidade premente do novo nascimento. A religião é uma
torre de Babel, não passa de uma construção meramente, incapaz de levar o homem
a Deus.
2. SALVAÇÃO PARA TODO AQUELE QUE CRER
Como o ser humano é incapaz de salvar a si mesmo,
necessita passar pela experiência do novo nascimento. Jesus foi enfático a esse
respeito: “aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Jo.
3.3). Esse novo nascimento é diferente do nascimento na carne, pois todas
pessoas nasceram do ventre de uma mãe. Mas o novo nascimento é de natureza
sobrenatural, na verdade, é espiritual, e procede do Pai. É uma obra do
Espírito Santo, que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo
(Jo.3.5;16.8). Essa experiência também é denominada de regeneração, pois
acontece quando somos gerados de novo pela palavra de Deus (I Pe. 1.23). O
termo “novo”, no grego neotestamentário, é anothen, pode ser mais precisamente
traduzido por “de cima”. Essa ideia faz oposição ao nascimento biológico,
assegurando que é uma obra divina, pela agência do Espírito Santo, pois o vento
sopra, através da Palavra. Ainda que as pessoas sejam boas, tais como Nicodemos
e tantos outros moralistas, fato é que todos precisam nascer de cima. As boas
ações não podem salvar as pessoas, para efeito salvífico, não têm qualquer
valore (Is. 41.29). Não podemos esquecer que “todos pecaram” (Rm. 3.23), por conseguinte,
todos precisam nascer de cima. Esse nascimento traz implicações éticas para a
vida daquele que passou por essa experiência, isso porque passa a ser nascida
de Deus (I Jo. 2.29), e é identificada como nova criatura (II Co. 5.17).
3. EXEMPLO DE UM RELIGIOSO SALVO
Saulo de Tarso, que ficou mais conhecido como Paulo, é um exemplo
de alguém que nasceu de Deus. Antes de ter um encontro pessoal com Cristo, não
passava de um religioso zeloso, um dos principais entre os fariseus. Ele mesmo
assumiu que era um dos mais cuidadosos entres os praticantes da religiosidade
judaica (At. 26.5; Gl. 1.14; Fp. 3.5). Até que na estrada de Damasco, enquanto
seguia para perseguir os cristãos, foi alcançado pela graça de Deus, e
prostrado em terra, sem poder ver, ouviu a voz que bradou: “Saulo, Saulo, por
que me persegues? ” (At. 9.4). A partir de então, aquele que era um perseguidor
inveterado dos cristãos, passou a ser um deles e a pôr em risco sua própria
vida, por amor do Senhor Jesus Cristo. A religião de Paulo, ainda que bem-intencionada,
estava limitada em relação a Deus. Ninguém é salvo por seguir uma ou outra
religião, somente aqueles que seguem a Cristo, podem ter a segurança da vida
eterna (I Jo. 1.2). Por causa desse encontro com Jesus, a vida de Paulo foi
totalmente transformada. Ele passou a pautar sua vida pela direção do Espírito
Santo, e não fazia mais o que queria, antes a vontade de Deus. Ao escrever sua
Epístola aos Gálatas, Paulo mostra a interdição da religião humana. Por méritos
religiosos ninguém consegue agradar a Deus, isso somente pode ser feito no
Espírito, quando andamos nEle e permitimos que produza em nós o Seu fruto (Gl.
5.22).
CONCLUSÃO
A
religião, ainda que bem-intencionada, é incapaz de salvar o homem. O pecado
distancia-o do Seu criador, e o reduz a uma condição desumana (Rm. 3.23). Por
causa disso, Deus providenciou um plano para salvar os pecadores, através do
sacrifício de Cristo na cruz do calvário (Jo. 3.16; Rm. 6.23). Quando o pecador
crer em Cristo, e tem um encontro pessoal com Ele, passa pelo processo da
regeneração, e nasce de novo, ou melhor, de cima.
BIBLIOGRAFIA
BARBOSA, J. R. A. O Cremos da Assembleia de Deus. São Paulo: Reflexão, 2017.
SOARES, E. A
razão da nossa fé. Rio de Janeiro: CPAD, 2017. FONTE: http://subsidioebd.blogspot.com.br/
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